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Poradriana

Começar um negócio

Eu sempre carreguei comigo o sonho de ser professora. É algo muito forte em mim, quase ninguém me entende.
É minha missão de vida, nunca duvidei disso.


Mas ao contrário do que muitos dizem 

(vou dar um exemplo:
– Oi, tudo bem?
– Tudo sim e você?
– Você trabalha?
– Sim, sou professora!
– Mas você trabalha ou só dá aula?
– Oi? Não, eu trabalho na Kantar, também… )

dar aula também é um trabalho, eu AMO o MEU trabalho… e o melhor de tudo… não fui escolhida por ele, eu escolhi ele!

Bom, mas sejamos realistas. Quando eu comecei de verdade, eu fui selecionada por uma escola (primeiro lugar que dei aula oficial foi na FIA). 
No segundo momento (assumindo as turmas de Data Scientist do SAS) foi igual, fui escolhida!
Já no terceiro, eu fiz por amor, por querer o bem das pessoas e por fazer parte da minha missão!

Hoje, com a ASN, eu estou escolhendo tudo (Inclusive a forma de ensino que acredito)! Não fui escolhida, eu escolhi fazer meu sonho se tornar realidade!
Eu parei de dar aula em muitos lugares por que o sistema tem, cada vez mais, destruído com o ensino!Vejo que a ganância, cada dia que passa, faz com as coisas percam a qualidade e o mundo fique na mesma porcaria que está!
Se o objetivo é escala, é massa, treine bons professores para isso… mas se não treinou, nunca abra mão da qualidade para ganhar mais.
Infelizmente não é todo mundo que pensa assim e inúmeros cursos estão com professores ruins, desmotivados e que as vezes nem tem domínio sobre o tema.
Eu não vejo problema nenhum em errar, ou não saber determinada coisa… mas, selecionar um professor despreparado só porque os alunos não saberão julgar… e o dinheiro é grande… isso me mata (sinto como se minha missão não valesse nada).

Dado minha revolta com o sistema, com a metodologia de ensino e com pouco caso das organizações, resolvi (impulsionada por alguns pedidos, amigos e ex-alunos – primeiro post do blog) criar a minha própria “escolinha”.
Eu amo ensinar e quero ensinar do jeito que acredito ser o melhor… cobrando o aluno (não é porque está pagando que vai passar, tem que estudar!!!), exigindo atenção e honrando com o investimento de todos (seu dinheiro, seu tempo, meu tempo e energia).

Só que eu não sabia que isso daria taaaaaaaaaaaanto trabalho!
Jesus Cristo… como é trabalhoso criar, gerir e conduzir uma empresa!!!
Claro que o start deve ser o mais complexo (pelo menos nesse momento tem sido), porque não existe nada! Fazer a roda girar deve ser um pouquinho mais fácil (eu não faço ideia, só desejo!).

Cada dia que passa aprendo mais e mais, quero fazer mais coisas, me motivo muito com pouco… saber que sua ideologia está sendo colocada em prática e que você poderá mudar a visão de muitas pessoas chega a ser contagiante!

Isso tudo aqui tem sido bizarramente trabalhoso, mas a satisfação é bizarramente maior que o trabalho.
Já pensei em desistir muitas vezes, mas uma boa noite de sono sempre ajuda os eixos se reestabelecerem e a jornada seguir o seu caminho normal! =]


Foco, força e ação!
Beijos,
Dri

Poradriana

O mundo dos cimentos e a estatística

Hoje foi um dia que cuidei de mim… descansei e fiquei aqui trabalhando pro meu querido e sonhado sonho!

Há muitos anos estava eu em um curso mega foda que fiz e o professor me perguntou, na frente de todos, meio que de surpresa: “Qual sua missão na terra?”

E, nem eu esperava isso, respondi de imediato sem gaguejar ou pensar: “Mostrar pro mundo que estatística é vida, é fácil e super útil”.

Ele aproveitou minha resposta para continuar a aula e eu fiquei bem reflexiva… “caraca, nunca tinha pensado nisso e saiu tão espontâneo…”. Não foi uma novidade para mim, mas naquele momento realmente notei que tenho que contribuir para o mundo, utilizando meu propósito como estímulo. Foi nele que sempre me apoiei para produzir.

Para mim é uma delicia falar, até ficaria dias aqui escrevendo, mas não é essa a proposta desse post.

O que queria dizer é que eu amo tanto meu trabalho, que respiro isso todo o tempo, sem parar… onde quer que eu esteja.

Não sei se você já viu bastante coisa sobre mim, mas eu sou careca! Huahuahua Não careca, careca, mas sim, eu sou quase careca! (confusa, né? Careca e dramática, eu diria). Se você reparar em meus vídeos mais antigos, notará que meu cabelo mudou para os vídeos mais atuais (além do shape também… outro dia posso até postar sobre isso…). Mudou por quê?

Porque eu coloquei uma PERUCA! Huauhauha no linguajar da galera do mercado, eu coloquei Mega Hair. Fiz isso com uma galera mega expert no tema.

Ajustando a peruca…

Eu estava tão triste por ter pouquíssimo cabelo, que fui até ao Rio de Janeiro atrás desses caras para poder colocar minha lindíssima peruca! Eu só fui, porque eles haviam me dito que abririam um salão aqui em São Paulo… então as manutenções poderiam ser feitas em SP.

E foi isso que eles fizeram! Cumpriram a promessa e abriram um salão aqui em SP, na real lá em AplhaVille (longe demais, diga-se de passagem), mas quando cheguei lá… o salão ainda não estava pronto! BÉÉÉÉÉ (imagina aquela campainha super alta)… a reforma estava atrasada!!!!

Quando cheguei, lembrei da frase de um cara (William Gibson) que eu acho foda: “The future is already here — it’s just not very evenly distributed.” (traduzindo…. “O futuro já está aqui – simplesmente não é distribuído de forma uniforme.”).

Essa frase me faz refletir que muito das coisas não serem bem estimadas, é porque as pessoas não pensam analiticamente e não são capazes de aprender com o que já aconteceu…

Responda-me uma pergunta: Quem, acima dos 30 anos, nunca ouviu que uma obra está atrasada?

Caraca, será que alguma consegue ser realizada sem atraso?

Se “o futuro” (como o William Gibson chama a parte de algorítmos) já é presente… porque os pedreiros não nos dão uma visão real do tempo de obra? Os problemas são os mesmos, sempre! Logo, tudo isso pode ser estimado por um algorítmo!

Imagine que incrivel poder criar um algorítmo, baseado em obras já realizadas, que estime o tempo REAL de execução da mesma?

“Como assim, Adriana Maria?”

Uai, se os pedreiros (ou a empresa que eles trabalham) pegassem dados de obras passadas e o tempo real de execução que foi necessário, podemos tentar modelar isso, para criar estimativas reais sobre o tempo da obra!

Penso em dados como: número de metros quadrados a serem reformados, tipo de reforma (os pedreiros devem ter as classificações deles certinhas – eles sentem o tipo de trabalho, Em uma conversa com eles, poderíamos ter muitos insumos para o modelo), número de tarefas, tipo de tarefas, número de operários, se tem compra de produtos, quais produtos, tempo de entrega dos mesmos… sei lá… poderíamos tentar criar milhões de variáveis e no final teríamos a variável resposta que será o número de dias para a realização da obra!

“Dri, será que esse é o melhor formato?”

Honestamente eu não sei, sem ter os dados (se é que eles existem) eu não consigo ter uma visão completa… mas creio que outros tipos de análises também podem ser desempenhadas.

O meu foco aqui, era mostrar que, novamente, estatística é vida e pode ser aplicada até no mundo dos pedreiros… pena que tudo isso ainda não é dristribuído de forma uniforme, como o próprio William Gibson descreveu…

Beijos, vou curtir minha peruca ajustada aqui! =]

Dri

Poradriana

Um dia de viagem…

Sem dúvida viver é muito interessante! 

Hoje eu tinha um voo para Istambul às 5h15 da manhã. Como previsto, cheguei ao aeroporto com 2 horas de antecedência, mas o que foi que aconteceu?

O não esperado super atraso do voo (nunca viaje comigo, você sempre terá surpresas!). Notei que havia algo estranho… pois todo mundo passava pelo guichê do check-in e saia com as malas, (“What a fuck is it?”) mas como eu estava com sono, segui dormindo em pé sem me preocupar.

Ao chegar minha vez, a primeira frase dita pela Elaine foi: “Já foi avisada sobre o atraso?”, “Não, o que houve?”, “O voo está com 8 horas de atraso. A previsão é sair às 12h. Estamos mandando todos para um hotel e às 7h30 vocês voltam para o aeroporto.”, “Ok, vou poder dormir, tudo bem. Qual foi o motivo do atraso?”, “Há épocas que existem muitas aves e, parece que o avião colidiu. Sendo necessária manutenção da aeronave, motivo do atraso. Ela será reparada, irá para Argentina e depois retornará para cá, para levá-los à Istambul!”, “Nossa, ela ainda vai para Argentina? Por quê?”, “Rota normal, ela irá manter seu destino”.

Bom, eu não tenho o foco de desabafar minha peregrinação para chegar ao meu destino, mas quero explicar o meu pensar analítico.

Durante essa pequena conversa, eu imaginei várias coisas que poderia fazer para ajudar a companhia aérea.
Reparem na frase “Há épocas que existem muitas aves e parece que o avião colidiu….”, depois dessa você não sentiu algo aí dentro? O meu coração já gritou… “se um ser humano já notou um padrão, imagina o que um algorítmo não poderia fazer!!!!”
Em apenas uma conversa foi possível notar uma aplicação (neste post vou focar apenas nesta, no entanto, consegui imaginar muitas outras, mas muitas mesmo… vou compartilhando em outros posts). Você pegaram a ideia?
Por que não fazer um modelo, que estima quando uma aeronave parará para intervenção?!?!!? Agora vamos criar variáveis a partir dessa pequena conversa.

Imagino que todo avião tem uma data de nascimento, tem uma rota (fixa ou não, mas imagino que aviões desse nível/tamanho sejam rotas fixas, como ela mesma disse), tem o número de passageiros para cada viagem, tem o peso carregado, tem o controle das peças em cada viagem, tem sensores que coletam dados sobre temperatura e ações externas, tem as datas de viagens e climas enfrentados…. bom, imagino que em torno de um avião existam TRILHÕES de dados.
Também imagino que existam informações sobre todas as intervenções (como a que este avião passou hoje – sim, eu estou nele) e seus respectivos motivos!

Eurekaaaaa!!! Porra, tem tudo… estrutura isso aí, cria uma base dados com o seguinte objetivo: Modelar a chance de uma aeronave necessitar de uma intervenção antes de cada decolagem planejada! Eu fico feliz com isso… imagina só as consequências: Aeronave pousa, modelo é aplicado com as variáveis independentes atualizadas daquele momento e uma estimativa é gerada classificando a probablidade do avião ter que passar por intervenção.Sem dúvida existe o risco que a cia aérea deve estudar para tomar uma decisão… mas fique tranquilo… essa análise pode ser feita com o histórico dos dados de intervenções e medir o retorno disso!
Sabendo do problema algumas horas antes, os funcionários da empresa aérea poderiam ligar para os passageiros solicitando que não fossem para o aeroporto, que aguardassem um novo posicionamento.

E o que eles ganham com isso?

ECONOMIA dos prejuizos já gerados pela manutenção (eu sou bocuda e claro que perguntei. Segundo o Leonardo – em outro post eu conto dele – só de táxi gastaram 10 mil reais enviando os passageiros para o hotel).

“Mas, Dri, o que são 10 mil reais para uma companhia aérea?”

Bom, eu acredito que seja dinheiro, huahuahua, mas não pense pequeno. Se de táxi foram 10 mil, quanto não foi gasto de hotel? Estamos em 300 pessoas no voo, supondo que a galera não esteja viajando sozinha como eu, mas que em média estejam em duplas (casaizinhos, pai e filho, sei lá…), já seriam 150 quartos, com um custo de R$250 a diária (eu também perguntei e a diária no balcão era R$ 450. Com acordos entre hotel e cia aérea, imagino que consigam melhores valores, vamo seguir nos R$250)…

R$10 mil de táxi

+

R$37.500 de hotel

+ 

o almoço que rolou, porque só saimos às 17h! Cada um ganhou um voucher de R$35,00. Então podemos somar aí mais R$10.500.

as horas extras de todos os funcionários responsáveis pelo voo (esse merece outro post explicando). Estamos no Brasil, falando de uns 20 funcionário, no mínimo, sei lá… R$15mil de honorários (eles fazem 8 horas de trabalho normalmente, mas neste caso chegariam em 16 horas, com adicional noturno).


Eu paguei R$2.000 na passagem de ida (estamos falando apenas desse voo), vamos supor que todos pagaram, em média, a mesma coisa, sendo assim, totalizando R$600.000 (seissentos mil reais).

Só nessa minha estimativa tosca, vemos algo como um preju de 10% do que foi comercializado em passagens. Não me parece pouco para um voo que envolve muitos outros custos.

Aparentemente parece ser interessante fazer um modelo que ajude nisso. O modelo poderia reduzir esses 10% para 5%, por exemplo (e claro, se dados existirem e se o modelo for capaz de encontrar padrões). Isso em UMA aeronave… e quando fizermos a conta de todas as aeronaves da companhia?


“Oh Dri, mas isso foi um evento de intervenção na aeronave, deve ser raro, você acha que isso acontece sempre?”

Claro que eu não sei… não trabalho em empresa aérea… mas sem dúvida uma grande oportunidade para se aplicar nossos preciosos algorítmos! =]
Eu amo meu trabalho!

É, dá para dominar o mundo… e essa foi só mais uma vez em que meu cérebro entra em ação, quando na verdade deveria estar descansando… ai ai ai, esse sapeca!


beijos, vou tentar dormir… o Jet lag vai acabar comigo…